Em 2009 a Phocus conquistou 13 novos clientes. Um aumento de 27%, incluindo grandes contas como Gafisa/Franere e Governo do Maranhão. Ao mesmo tempo, temos clientes que já estão na Phocus há 4, 6, 14, 22 anos!
Em 2009 também contribuímos pra trazer de volta o reconhecimento da propaganda maranhense, com a campanha 50 Anos do jornal O Estado, premiado no Colunistas Norte-Nordeste. Fomos a agência do ano no Prêmio The Best. Lançamos um site inovador, que recebe 3.000 visitas por mês. Emplacamos vários cases com ótimos resultados para nossos clientes.
Foi um ano fácil? Claro que não, todos sabem. Mas com foco, profissionalismo, competência, espírito de equipe - que equipe! - e muito trabalho, fizemos da marolinha uma onda na qual entramos de cabeça, sem medo. No final das contas, o ano acabou muito bem e queremos compartilhar tudo isso com todos que participam e incentivam a Phocus.
Calma, calma. Deixa eu explicar meu prisma: não estou falando do feriado cristão que comemora o nascimento de Jesus (apesar de muitos nem lembrarem mais disso), evento festejado mundo afora e de importância ímpar na vida de nossa comunidade. Estou falando dos brakes comerciais.
Sob o prisma da propaganda, o Natal é um festival de clichês, lugares comum e imagens batidas: papai-noel, bola de natal, árvore de natal, jingle bell, Ho-Ho-Ho. É uma festa de "mesma coisa". E nos mercados locais, parece que esse problema ganha proporções maiores devido à falta de profissionalismo e ausência de cultura de propaganda. Não sei se tenho ficado cada vez mais exigente (chato?) ou se as propagandas locais estão piores nessa época, mas nesse ano em particular, assistir o intervalo comercial está dando arrepios. Outro dia, quase tive um ataque epilético assistindo as produções locais no prime time da maior emissora brasileira.
São, em sua maioria, os anunciantes oportunistas - aqueles que não fazem nada o ano todo e no Natal querem aparecer. Geralmente esses são os piores. Como investidores ocasionais, usam todo o senso comum acumulados nas festinhas caseiras e mais um pitaquinho do sobrinho "antenado". Aí é um festival de horrores: todos aqueles elementos clássicos juntos em um só lugar. Uma dose cavalar de falta de originalidade. Os mais comuns: funcionário dando tchauzinho, "toda a família ....... agradece à você", musiquinhas com sinos, coral de crianças desafinadas. Seria antiético eu citar os nomes dos famigerados anunciantes, mas essa votação eu deixo pra galera nos comentários. Boa festa! Rs.
Eu prefiro deixar dois lindos exemplos que fogem à essa regra. Comerciais que abordam o tema natalino, mas de uma forma encantadora.
Primeiro, um de 2009, de O Boticário. Os destaques são o lindo remake da música "This little light of mine" produzido pelo estúdio Tesis e a primorosa direção de fotografia de Ricardo Della Rosa. Mais uma bela campanha da AlmapBBDO, que alias, desenvolveu um excelente trabalho para O Boticário esse ano.
O segundo dispensa apresentações pois é um clássico da propaganda brasileira. É assim que se faz um coral de crianças.
Ah, já ia esquecendo: Boas festas, a família Phocus agradece sua presença. Rsrsrsrs!
Esse tipo de questionamento é comum na publicidade: referência, plágio ou coincidência? Nesse caso da Riachuelo não pude afirmar se os direitos do clipe foram comprados, mas creio que sim. E, como um vídeo era comercial e o outro um clipe, mesmo que os direitos não tenham sido comprados o peso da coincidência é menor.
O tempo passa e as semelhanças continuam. Ontem assisti ao novo comercial do CNA e imediatamente lembrei do famoso e fantástico vídeo da Olympus, “The Pen Story”. Não tinha como não lembrar. Aqui a semelhança é entre dois comerciais e se a proposta não é uma paródia, por exemplo, podemos dizer que é plágio. Mas eu não vou dizer. Prefiro que você tire suas conclusões assistindo aos dois vídeos.
Por essas e outras que você deve fazer inglês em um lugar original. Em breve você saberá que lugar é esse.
Ontem (02/12/2009) à noite entrou no ar o novo comercial do PT exibido em mídia nacional. Com belas imagens de um corredor negro pulando obstáculos, a temática do filme é muito semelhante à do automóvel Agile, da Chevrolet/GM. O roteiro exalta os "tabus" que foram quebrados no país ao longo do governo Lula.
"Era impossível crescer e distribuir renda", diz o comercial. O corredor pula um obstáculo no qual está escrito "distribuir renda". E o locutor: "Tabu quebrado". Em outro trecho, ouve-se: "O Brasil nunca pagaria sua dívida externa". O corredor pula o obstáculo "dívida externa". E o locutor: "Tabu quebrado". Ao final, fala-se que o país quebrou tabus e se tornou um "país vencedor". E o slogan: "PT, vamos em frente com fé no Brasil" -uma frase já usada em comerciais regionais recentes, nos quais a estrela foi Dilma Rousseff.
A exaltação dos feitos do governo Lula já estão em algumas propagandas da iniciativa privada, como mostrou reportagem de Márcio Aith na Folha, do dia 23/11/09. No caso do carro Agile, o narrador diz: "Há dez anos, quem poderia imaginar a gente emprestando dinheiro para o FMI?".
O comercial petista é sobretudo muito belo plasticamente. Serve de demonstração de como será o tom de otimismo a ser empregado na campanha eleitoral do ano que vem - cujo marketing deve ficar sob responsabilidade de João Santana, um dos criadores do comercial que o PT lança hoje.
A ficha técnica do comercial "Brasil vencedor", do PT, é a seguinte:
No último dia só houve 4 palestras, sendo que infelizmente perdi uma boa parte de uma delas (ah, aqueles almoços em Puerto Madero...) Então para finalizar esse esboço de cobertura do evento, vamos com menos papo e mais cases.
Alejandro Cardoso, CEO da Publicis Latino America, apresentou “Ideias contagiosas que mudam a conversa”, onde conversa é o que e como e se fala de um produto. Os cases mais curiosos foram o Pigs in Pain, onde foi criada uma banda para protestar contra a castração dolorosa dos porquinhos. Outra sequência divertida foi o case do salgadinho Hula Hoops, onde os consumidores eram convidados a mandar seus próprios clips brincando com o formato do salgadinho. Abaixo está o filme “oficial”, mas o que vale mesmo é conferir os vídeos enviados pelos consumidores. Bacana também é o case da cerveja Speights Beer, onde construíram um pub em um barco que saiu da Nova Zelândia até Londres, onde ocorreria o campeonato mundial de rugby – esporte onde os neozelandeses estão entre os melhores.
John Shaw, Diretor de Planejamento da Ogilvy Worlwide, apresentou o conceito "The Big IdeaL" – uma espécie de upgrade na cobiçada busca dos criativos pela “big idea”. Ele expõe então que o ideal de uma empresa está acima das ideias usadas para vender seus produtos. Por exemplo, o ideal da Google é achar coisas; da Dove é a auto-estima, da Disney é entreter. Ou seja, Big IdeaL nada mais é que o core-business, o negócio, a missão de uma empresa ou marca. Chamou muita a atenção o case "Stealth Sound Sistem", da Fanta onde foi trabalhada uma mensagem na freqüência que – comprovado cientificamente - só jovens até 15 anos conseguem ouvir.
Encerrando o ciclo de palestras, Sérgio Valente, Presidente da DM9DDB Brasil, deu aquela apimentada. No estilo palestrante-showman e seguindo a filosofia de Bill Bernbach (o “B” da DDB), defendeu que a verdade e as ideias sempre são encontradas no produto. E que uma ideia sobre o produto deve ter relevância, experiência e relacionamento. Mostrou várias peças – que a gente conhece mas é sempre bom de ver na mão do autor. Destaque para o case “The Best Job in The World”. No final, quebrou o protocolo e literalmente desceu pra galera para responder perguntas. Disse ainda que em breve sua apresentação no El Ojo estará disponível no site da DM9DDB.
Vale ressaltar como cada agência cria, adota, vende e realmente aplica cada conceito desses apresentados nos 3 dias de conferências.
Se alguém quiser mais informações sobre o El Ojo, palestras, palestrantes, cases, é só comentar ou perguntar. Até o próximo, se Diós quiser – e Diós NÃO é o Maradona.
A PHOCUS vai além da propaganda. É, na verdade, uma agência de comunicação integrada e está preparada e estruturada, como poucas no mercado local, para desenvolver da campanha institucional à promocional. Cadastre seu currículo e faça parte do nosso banco de profissionais.